Fora da Biologia: SP Invisível.

  Entre cada mil coisas que encontramos no Facebook, há uma que nos chama a atenção. SP Invisível é um projeto que tomou três ou quatro horas de minha madrugada hoje. E é uma página tão antiga que não sei como eu ainda não tinha visto, e como apenas dez amigos meus a curte.

Página SP Invisível no Facebook. Link: https://www.facebook.com/spinvisivel
Vinícius e André no programa Encontro
com Fátima Bernardes. Fonte.
  Segundo a página, o objetivo é “despertar um olhar mais humano”. SP Invisível é um projeto de dois estudantes universitários, Vinícius Lima (de Jornalismo) e André Soler (de Cinema), que visa expor as histórias de pessoas das ruas. Não necessariamente moradores de rua, mas também flanelinhas, camelôs, guardadores de carros, garotas de programa, etc. A página não para de crescer e as atualizações são constantes – considerando o trabalho que dá fazer cada uma das postagens -, porém, segundos os criadores, o sonho deles é que um dia a página não exista mais.
  Li diversas entrevistas (a maioria do Vinícius) e, para minha surpresa, eles estiveram em um dos meus programas televisivos favoritos, o Encontro com Fátima Bernardes (veja o vídeo no link da imagem ao lado). Segundo os criadores, há uma relação em que ambos saem ganhando: eles aprendem lições de vida e humildade, as pessoas das ruas ganham vozes e passam a ser percebidas. E nós, leitores, ganhamos muito mais.
  Não quero quebrar a mágica de ler cada um dos depoimentos, mas quero reproduzir uma postagem da página que me emocionou bastante: a história de Pedro Henrique.
“Meu nome é Pedro Henrique, tenho 33 anos, a idade de Cristo, e vim pra rua porque cresci sem pai e sem mãe, viajei o Brasil todo e quando cheguei em São Paulo não tive onde ficar. 
O que mais marcou foi quando eu morei no Rio, lá eu aprendi a filmar, filmei muito campeonato de skate e de surf. Desde então, é só ‘sorria, você está sendo filmado’ e ‘corta pra mim, Percival’. Hoje a câmera é minha paixão.
Moro na rua há quase 20 anos, vim bem novo do Rio pra cá. Essa câmera me acompanha aqui, ganhei ela lá no Leblon, um cara ia jogar fora e eu peguei pra mim. 
A câmera não funciona, mas ela me ajuda a ser feliz, eu fico o dia todo aqui brincando e esqueço todos os meus problemas, inclusive minha perna que tá quebrada porque caí da árvore. Eu não nasci pra ser triste, faço de tudo pra ser feliz, mesmo morando na rua.”
Novamente, não deixe visitar a página. Seguem os links:
  “Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome” (Caetano Veloso)

ATUALIZAÇÃO:
  Matéria no site da BBC: link.
  Há uma página semelhante sobre pessoas randômicas na cidade de Nova Iorque, o Humans of New York. Aqui.

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