Atualizações sobre o Rio Doce: relatórios e GTs de estudo de impacto ambiental e outras novidades.

  Meses após o Desastre de Mariana, o andamento das questões jurídicas ainda é lento: nem mesmo a questão da interrupção dos vazamentos (aqui) foi resolvida, pois a Samarco entende que não há mais vazamentos (aqui), visto que há barreiras construídas para conter esses vazamentos remanescentes. As questões sociais andam em passos um pouco mais adiantados, porém, nada satisfatórios (aqui), ainda muito devido ao fato de não haver uma atividade alternativa para as populações que viviam do extrativismo animal na área, principalmente pescadores. Na intersecção do social e do ambiental, o abastecimento de água potável ainda é prejudicado em algumas localidades, mas apresenta melhoras graduais (aqui).
  A empresa tem aumentado o seu efetivo de trabalho e pretende retomar as atividades no final de 2016 (aqui). Compartilho a opinião de que reerguer a Samarco é importante no sentido desta empresa possuir saldo financeiro suficiente para realizar as atividades de mitigação de impactos ambiental e social causados pelo desastre. Acredito ainda que, com o episódio, seja possível uma nova fase na atividade de mineração.
  Os estudos de impactos ambientais, por outro lado, se apresentam muito mais adiantados. Diferente das ações de reparo social, essas ações não dependem unicamente da Samarco e da pressão de órgãos públicos. Há uma participações organizadas de pesquisadores e da própria população local que fazem levantamentos quase que diários dessas áreas e realizam atividades criativas de mitigação do impacto.
  A Marinha (MB) liberou recentemente um relatório (que estava sob sigilo por algum tempo) indicando impactos na foz do Rio Doce (aqui). Embora a mídia tenha feito um pequeno alarde sobre o fato das informações terem sido mantidas em sigilo, não há grande anormalidade nessa questão: a MB já havia noticiado que enviaria embarcações para auxiliar trabalhos de órgãos ambientais.

  Acontece que, devido à Lei de Acesso à Informação, esses dados não deveriam estar sob sigilo. Por isso a MB emitiu uma nova nota recentemente:

  Mas, de fato, não faz diferença se esses dados brutos estão ou não sob sigilo visto que já haviam sido liberados pelos órgãos ambientais nos seus relatórios.
  Diretamente quanto às novidades de impacto ambiental, a GIAIA (Grupo Independente para Avaliação do Impacto Ambiental) tem sido a maior responsável pela liberação de relatórios mais completos e melhor analisados sobre a evolução do caso (aqui). Além de toda transparência quanto aos materiais coletados, relatórios emitidos e gastos financeiros da organização, eles reúnem os relatórios próprios e de outros órgãos em uma página de livre e fácil acesso (aqui).
  O Pilula fez um vídeo no seu canal (abaixo) com um ótimo resumo desses relatórios.

 O principal impacto que Pilula aborda é a expansão da mancha causada pela lama. Os mapas de acompanhamento da evolução dessas manchas pode ser acompanhado aqui.

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